Dulce Félix e Manuel Damião campeões nacionais de corta-mato

11 de Março de 2013

cortamato
São do Maratona Clube de Portugal os campeões nacionais de corta-mato longo de 2013! Em Torres Vedras, Dulce Félix conseguiu o título pela 4.ª vez consecutiva, igualando um feito que inscreve o seu nome numa galeria que só contava com Manuela Simões, Rosa Mota e Fernanda Ribeiro. Sara Moreira foi 2.ª (pela 8.ª vez na carreira!), contribuindo decisivamente para o 12.º título coletivo feminino do Maratona Clube de Portugal nesta prova, onde Anália Rosa foi 5.ª classificada e Daniela Cunha conseguiu a 9.ª posição.

Nos homens, foi Manuel Damião quem chegou ao lugar mais alto do pódio uma vez mais, revalidando um título que já era seu. O seu companheiro de equipa José Rocha cortou a meta no 3.º lugar, tendo Fernando Silva (7.º), Luís Fernandes (sub-23, 36.º), Paulo Pinheiro (39.º), Flávio Nunes (sub-23, 45.º) e David Nogueira (sub-23, 51.º) fechado a participação de uma equipa que se viu privada à última da hora do contributo de Youssef el Kalay mas que, ainda assim, conseguiu o 2.º lugar coletivo.

Meia Maratona de Portugal em simultâneo com a Maratona de Lisboa

18 de Dezembro de 2012

A Maratona de Lisboa costumava disputar-se no mês de Dezembro, mas é desejo da nova organização da prova antecipar essa data para uma altura com menos chuva, propiciadora não só de melhores tempos aos atletas mas também de melhor tempo aos turistas.

Assim, a 28.ª edição da prova está para já agendada para Outubro, em data dependente ainda da marcação das eleições autárquicas previstas para esse mês.

O que é certo – e inédito – é que a nova Maratona de Lisboa ocorrerá em simultâneo com a Meia Maratona de Portugal, a prova com partida da Ponte Vasco da Gama, com a particularidade de ambas as competições terem a meta instalada no mesmo sítio: o Parque das Nações, em Lisboa.

Carlos Móia: «Vamos trazer os melhores atletas do mundo à Maratona de Lisboa»

18 de Dezembro de 2012

Carlos Móia sucede a António Campos na direcção da prova

Carlos Móia sucede a António Campos na direcção da prova

A revitalização da Maratona de Lisboa, uma prova  que nasceu em 1986, passa por aumentar o número de participantes, que foram 1681 na última das suas 27 edições.

Carlos Móia, o novo director desta prova, conta duplicar esse número já na próxima edição: «Para o ano, esperamos trazer 3 a 4 mil pessoas»,  bem como a ocupação do mesmo número de quartos. «Daqui a 5 anos, espero 10 mil estrangeiros», continuou o presidente do Maratona Clube de Portugal, avançando um número que fará da maratona lisboeta uma das mais participadas do mundo.

A organização do evento – que inclui ainda o Competitor Group e os municípios de Lisboa, Cascais e Oeiras – conta com um orçamento que andará entre os 700 mil euros e 1 milhão de euros, perspectivando-se que possa gerar 6 milhões logo na primeira edição.

A verba é decisiva também para atrair a Lisboa os melhores atletas da distância, pois só a sua participação permitirá a transmissão televisiva que é um dos requisitos Gold Label, o selo de ouro da Federação Internacional de Atletismo, e a consequente adesão de patrocinadores.

Finalmente, uma maratona de nível internacional em Portugal!

17 de Dezembro de 2012


As câmaras municipais de Lisboa, Cascais e Oeiras apresentaram neste dia, no Salão Nobre da CML, a EDP Rock ’n’ Roll Maratona de Lisboa, dando a Portugal, finalmente, uma corrida de nível internacional nesta distância.

Com organização do Maratona Clube de Portugal, a prova, agendada para Outubro de 2013, pretende cativar os melhores atletas internacionais para merecer o selo de ouro da Federação Internacional de Atletismo (IAFF).

O tiro de partida será dado junto à Câmara de Cascais, e o trajecto de 42,195 km, sempre junto ao rio, passará por Oeiras e terá a meta instalada no Parque das Nações, em Lisboa.

Como o próprio nome indica, a competição faz parte do circuito Rock ‘n’ Roll Marathon Series, dinamizado pelo Competitor Group.

 

Aqui deixamos a forma como a prova foi apresentada à imprensa:

Pode uma maratona ser muito mais que uma simples prova? Pode, porque a satisfação de conhecer novos lugares, diferentes pessoas, de descobrir novas cidades, de procurar novos desafios, é coisa que não se mede num relógio.

As maiores maratonas do mundo há muito que deixaram de ser apenas provas de 42 quilómetros. Representam um pretexto de viagem e descoberta. Um cartão-de-visita único de locais que merecem ser vividos muito para além da prova.

E quando uma maratona consegue juntar três cidades com história e tradição, com sol e praia, com mar e serra, e tudo isto servido com a máxima hospitalidade, a proposta é irrecusável.

A Maratona de Lisboa é tudo isto e muito mais!

Quem alinhar à partida não vai chegar a ouvir o desafio das vagas da Boca do Inferno, nem ver o Guincho, paraíso de quem em cima de uma prancha vai rasgando o mar. E a Cidadela de Cascais, escrava de todos quantos entram e saem da marina, ficará na linha de horizonte, mas a prova é em sentido oposto, serpenteando o Atlântico na direção de Oeiras, com Lisboa como destino.

O maior casino da Europa ou o cosmopolita Tamariz serão testemunhas das primeiras passadas, num percurso de rara beleza que poucas maratonas no mundo conseguem oferecer.

Especialistas ou novatos vão ter sempre o mar por companhia até alcançar o Forte do Bugio, de sentinela, bem no meio da foz do Tejo, altivo e desafiador, ou o Forte de São Julião da Barra, que noutros tempos era o guardião do acesso a Lisboa. 

A EDP Rock ’n’ Roll Maratona de Lisboa será assunto de cronómetro para alguns, poucos, mas será pretexto de viagem, de passeio, de turismo para muitos outros.

Descobrir a luz da nossa costa e percorrer uma das mais belas estradas costeiras da velha Europa é privilégio daqueles que se vão atrever a desafiar os quilómetros que separam Cascais do mar da Palha, no Parque das Nações.

E enquanto desafiamos o alcatrão e galgamos quilómetros temos de deixar que os nossos sentidos se permitiram viajar pelo cheiro a maresia, pela luminosidade que poucos lugares no mundo conseguem oferecer, pela história dos lugares que vamos alcançando com esforço e desgaste.

Uma maratona é um modo de vida. Não importa a razão de estar ali, nem o tempo. Importa, sim, é superar o desafio, porque a maratona é uma experiência de superação onde procuramos encontrar os nossos limites.

Por fim, chegamos à cidade das sete colinas, mas não vamos subir ou descer nenhuma delas. Vamos bordejando o rio, passando pela Torre de Belém ou pelo Padrão dos Descobrimentos, onde noutros tempos, já longínquos, os portugueses iniciaram verdadeiramente a globalização.

E, entretanto, chegamos aos Jerónimos, património mundial da humanidade, imponente, com uma fachada de mais de 300 metros, de linhas horizontais e uma fisionomia tranquila, cuja construção se iniciou em 1501. Mais adiante havemos de cruzar o Terreiro do Paço, uma das maiores praças da Europa, que albergou palácio de reis e agora se anima com turistas dos cinco continentes… tudo até chegar ao Parque das Nações, sinal de modernidade e do arrojo com que celebrámos o mar, em 1998. É aí que os altifalantes irão saudar o vencedor, mas irão também celebrar todos os que completarem os 42 quilómetros da prova, porque superaram o desafio.

 Pode uma maratona ser mais do que uma prova? Pode! Pode ser uma aula de história e um convite a voltar sem ser apenas para correr.