
As câmaras municipais de Lisboa, Cascais e Oeiras apresentaram neste dia, no Salão Nobre da CML, a EDP Rock ’n’ Roll Maratona de Lisboa, dando a Portugal, finalmente, uma corrida de nível internacional nesta distância.
Com organização do Maratona Clube de Portugal, a prova, agendada para Outubro de 2013, pretende cativar os melhores atletas internacionais para merecer o selo de ouro da Federação Internacional de Atletismo (IAFF).
O tiro de partida será dado junto à Câmara de Cascais, e o trajecto de 42,195 km, sempre junto ao rio, passará por Oeiras e terá a meta instalada no Parque das Nações, em Lisboa.
Como o próprio nome indica, a competição faz parte do circuito Rock ‘n’ Roll Marathon Series, dinamizado pelo Competitor Group.
Aqui deixamos a forma como a prova foi apresentada à imprensa:
Pode uma maratona ser muito mais que uma simples prova? Pode, porque a satisfação de conhecer novos lugares, diferentes pessoas, de descobrir novas cidades, de procurar novos desafios, é coisa que não se mede num relógio.
As maiores maratonas do mundo há muito que deixaram de ser apenas provas de 42 quilómetros. Representam um pretexto de viagem e descoberta. Um cartão-de-visita único de locais que merecem ser vividos muito para além da prova.
E quando uma maratona consegue juntar três cidades com história e tradição, com sol e praia, com mar e serra, e tudo isto servido com a máxima hospitalidade, a proposta é irrecusável.
A Maratona de Lisboa é tudo isto e muito mais!
Quem alinhar à partida não vai chegar a ouvir o desafio das vagas da Boca do Inferno, nem ver o Guincho, paraíso de quem em cima de uma prancha vai rasgando o mar. E a Cidadela de Cascais, escrava de todos quantos entram e saem da marina, ficará na linha de horizonte, mas a prova é em sentido oposto, serpenteando o Atlântico na direção de Oeiras, com Lisboa como destino.
O maior casino da Europa ou o cosmopolita Tamariz serão testemunhas das primeiras passadas, num percurso de rara beleza que poucas maratonas no mundo conseguem oferecer.
Especialistas ou novatos vão ter sempre o mar por companhia até alcançar o Forte do Bugio, de sentinela, bem no meio da foz do Tejo, altivo e desafiador, ou o Forte de São Julião da Barra, que noutros tempos era o guardião do acesso a Lisboa.
A EDP Rock ’n’ Roll Maratona de Lisboa será assunto de cronómetro para alguns, poucos, mas será pretexto de viagem, de passeio, de turismo para muitos outros.
Descobrir a luz da nossa costa e percorrer uma das mais belas estradas costeiras da velha Europa é privilégio daqueles que se vão atrever a desafiar os quilómetros que separam Cascais do mar da Palha, no Parque das Nações.
E enquanto desafiamos o alcatrão e galgamos quilómetros temos de deixar que os nossos sentidos se permitiram viajar pelo cheiro a maresia, pela luminosidade que poucos lugares no mundo conseguem oferecer, pela história dos lugares que vamos alcançando com esforço e desgaste.
Uma maratona é um modo de vida. Não importa a razão de estar ali, nem o tempo. Importa, sim, é superar o desafio, porque a maratona é uma experiência de superação onde procuramos encontrar os nossos limites.
Por fim, chegamos à cidade das sete colinas, mas não vamos subir ou descer nenhuma delas. Vamos bordejando o rio, passando pela Torre de Belém ou pelo Padrão dos Descobrimentos, onde noutros tempos, já longínquos, os portugueses iniciaram verdadeiramente a globalização.
E, entretanto, chegamos aos Jerónimos, património mundial da humanidade, imponente, com uma fachada de mais de 300 metros, de linhas horizontais e uma fisionomia tranquila, cuja construção se iniciou em 1501. Mais adiante havemos de cruzar o Terreiro do Paço, uma das maiores praças da Europa, que albergou palácio de reis e agora se anima com turistas dos cinco continentes… tudo até chegar ao Parque das Nações, sinal de modernidade e do arrojo com que celebrámos o mar, em 1998. É aí que os altifalantes irão saudar o vencedor, mas irão também celebrar todos os que completarem os 42 quilómetros da prova, porque superaram o desafio.
Pode uma maratona ser mais do que uma prova? Pode! Pode ser uma aula de história e um convite a voltar sem ser apenas para correr.